25 de outubro de 2011

Crônica de Facebook

Hora antes do almoço, Ozzy tocando, resolvo entrar no Facebook, conhecido também como fb ou simplesmente FEICE. Raro momento, este login nesta tela azul calcinha. Azul calcinha, de novo?

Parece que é uma timeline, e vai aparecendo o que as pessoas postam, falam, enfim. Como um tuíter, só que maior. E tudo que é maior, tem mais merda. E elas começam a vir. A lot.


Sério, você não vai aproveitar os pequenos momentos da vida, como diz aquele .ppt piegas que sua tia mandou, simplesmente glamourizando sua vida. Ninguém, além dos seus ex-namorados e ex-namoradas stalkers, quer saber que você foi ao salão fazer as unhas, comeu sushi no jantar, ou ficou a tarde inteira no tédio (quando na verdade tentou fingir que meditava ao som de qualquer porcaria new age).

Talvez isso seja só para aparecer, mostrar que faz alguma coisa, por mais insignificante e desprezível que ela seja. Ou pior, por mais irrelevante para a situação do mundo que seja. Realmente, aquele cara que está ali, debaixo do sol numa marcha pela educação é mais um otário alienado, e você aí, um grande poseur, achando que come todas as garotas gostosas da sua faculdade. Aliás, você consegue lembrar das suas cadeiras de primeiro período, o que aprendeu com elas, ou é mais fácil resgatar seus cinco últimos "curtir"?

Mas a internet é livre, e se toma a transformação que quer. Enquanto isso, vou me alojar no alto da minha chatice, um grande ranzinza sem tempo para essas coisas de gente do hype.

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