3 de junho de 2017

À luz do saber

A ciência se estabelece como um farol, destinado a guiar navegantes nos mares do desconhecimento. Em ilhas resguardadas, podem-se encontrar tesouros que servem de fragmentos na composição do que compreendemos.

A cada novo tesouro descoberto, a luz do farol científico se irradia para mais longe. Juntamos à nossa cartografia pequenos pedaços de mapas que são desenhados no decorrer das navegações. Barcos metodológicos, cada vez mais robustos tais qual o farol que orienta, suportam tempestades de questionamentos até chegar o tempo de abandoná-los por novas embarcações. Estas servirão a aventuras ainda mais ousadas.


O que aguarda ao final da viagem nem sempre é um baú de saberes sistematizado. Tantas vezes encontramos porções de mapas para juntar às anteriores e continuar a jornada infindável. Outras tantas, cruzamos com expedicionários diversos com quem trocamos peças do quebra-cabeça. Assim é formada uma rede de faróis capazes de iluminar, e só apenas, a superfície dos oceanos do desconhecimento.

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