o Narrador


E se o narrador morrer? Acaba a história?

Não falo de narrador morto, tal qual um Cubas, mas morrer o narrador mesmo, morto sozinho ou morto por outrem. Espichado no chão, lotado de furos, com o coração em farrapos ou mesmo jogado de uma altura singular. Na verdade, isso talvez nem importasse, já que no além-história, nada mais importa. O único mundo, além da história, é o mundo de quem lê, e talvez para esse não importe a situação do narrador, ou das intenções de quem o criou.

Porém sou romântico. Prefiro vislumbrar um leitor assolado, perguntando-se por que a vida tem que ser assim. Essas coisas de gente triste. Um leitor de vida que não será mais a mesma depois do fatídico momento do fim do narrador, que como um deus criador, leva o mundo embora, consigo. Mas se ele for daquele tipo, egoísta, hedonista e narcisista, leva o mundo é no seu próprio umbigo, consigo. Este mundo, universo e transverso, em toda sua imensidão.

Isto tudo para compartilhar um pouco desses meus pensamentos, que soturnamente afloram e atacam. Que este seja um espaço de leitura agradável para todos vocês. Esperem de tudo. Ou melhor, não esperem nada, e deixem-se atingir.

Para os que gostam de ter sua surpresa estragada, adianto que será um espaço para escritos, críticas ou apenas um repositório do que me vier à cabeça.

Todo o conteúdo (posts, PDFs e outros) está licenciado sob Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 (CC BY-NC-ND 3.0). Isso quer dizer que você pode baixar, compartilhar, imprimir, colar no teto... tudo de graça, só bastando haver a atribuição ao autor e o uso não comercial — não vale vender, né porra  e nem obras remixadas a partir destas. Legal, não é?